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terça-feira, 2 de setembro de 2014


S.O.S. ACUPUNTURA & MTC:

“UMA MENSAGEM AOS PROFESSORES DE ACUPUNTURA E MEDICINA CHINESA”

Prof. Sohaku R. C. Bastos*

“O sistema atual de educação se preocupa 
mais em transmitir aos alunos pacotes
de ensino do que em fazê-los pensar”
(Oswaldo Frota Pessoa)

Atualmente, existe uma preocupação com o que se aprende nas instituições educacionais de Acupuntura e Medicina Chinesa em todo o mundo. Alguns depoimentos de jovens profissionais de Acupuntura e Medicina Chinesa, outros de alunos, e algumas performances de trabalho, tudo isso somado às nossas observações ao longo do tempo, levam-nos a concluir que se impõe uma tomada de posição quanto à validade do que se ensina através dos modelos educacionais contemporâneos dessa área do conhecimento, entendendo-se a expressão “modelos educacionais” em sua cruel conotação de cristalização, tabu, preconceito, valores intocáveis e imutabilidade convencionais.

Devido à inércia dos educadores mais experientes, foi-se perpetuando, quase que numa acomodação insensata, uma cultura de repetição de conteúdos, plágios de teorias e métodos, e imitação de intervenções terapêuticas, absolutamente incompatíveis com a atual e irreversível integração, de conhecimentos e práticas, oriunda da fusão do autêntico saber tradicional da Medicina Chinesa com o saber científico, fruto das pesquisas em todo o mundo. Lamenta-se, também, que a maioria dos profissionais de Acupuntura desconheça, entre outras normas nacionais e internacionais, as Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mormente o “Guideline on Basic Training and Safety in Acupuncture”, de 1995. A referida recomendação aborda, entre outras orientações, temas relacionados à biossegurança no exercício da Acupuntura no que tange aos possíveis acidentes durante o ato acupuntural. Outras normas vigentes no Brasil apontam para os cuidados com resíduos químicos, instrumental perfuro-cortantes, esterilização e higienização, cuidado com material biológico e descarte. Nada disso, ou muito pouco, é enfatizado no ensino da Acupuntura no país.

A verdade é que um expressivo número de alunos, que concluem os cursos de Acupuntura e MTC, no Brasil e no Exterior, não se sente seguro e preparado para o exercício da profissão. A carência da obediência ao rito acadêmico do acompanhamento do aprendizado teórico e prático e da devida avaliação do conhecimento, consoante o perfil profissiográfico, tem prejudicado o resultado final da formação dos acupunturistas e dos terapeutas de Medicina Chinesa, comprometendo a qualidade profissional. Por este motivo, a busca por cursos complementares de curta duração tem se transformado em dúbia alternativa que, se por um lado desperta o interesse do profissional por novos conhecimentos, por outro lado esses novos conhecimentos não satisfazem, posto que sem uma sólida base clínico-acadêmica não haverá aproveitamento do que lhe for ensinado. Improdutivamente, de curso livre em curso livre, o aluno imagina aprender o que não lhe foi ensinado na formação básica. Tal situação, principalmente no Brasil, tem resultado, em um impressionante boom de cursinhos de curta duração, alguns dos quais absolutamente inconsistentes, que dão ao estudante uma sensação equivocada de segurança afetivo-laboral. Há, todavia, em algumas entidades educacionais, a promoção de cursos de extensão universitária de boa qualidade, que estão de acordo com as diretrizes acadêmico-científicas adotadas, especialmente, em países nos quais a Acupuntura e a Medicina Chinesa são práticas consagradas.

A inexistência de legislação específica, que discipline o exercício profissional da Acupuntura e MTC, no Brasil, constitui-se em um fator de limitação para o desenvolvimento do ensino desta atividade. Contudo, no ano de 2001, surgiu uma regulamentação educacional, que foi a Deliberação CEE/RJ nº270/01, a qual instituiu as ”Diretrizes Curriculares Complementares para a Educação Profissional de Nível Técnico em Acupuntura, Shiatsuterapia e Terapias Naturais no Estado do Rio de Janeiro”. Na ocasião, a referida legislação serviu de modelo para outros estados. Na qualidade de Conselheiro de Educação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, coube a mim a relatoria da mencionada legislação, que foi aprovada por unanimidade e homologada pelo Governador. (http://www.cee.rj.gov.br/coletanea/d270.pdf).
As Federações Mundiais de Acupuntura e Medicina Chinesa (World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies – WFAS, e a World Federation of Chinese Medicine Societies – WFCMS), sensíveis à realidade da Acupuntura e da Medicina Chinesa como um todo no mundo, têm apontado para a necessidade da integração do saber tradicional da Medicina Chinesa com o conhecimento científico, criando uma nova e atual formação profissional. A prova disso são os conteúdos dos últimos exames de proficiência e acreditação Internacional em Acupuntura e MTC promovidos por essas duas maiores entidades mundiais, além da política internacional de nivelamento profissional em nível de excelência, que ocorre em mais de 50 países, especialmente naqueles mais desenvolvidos.

Neste ensejo, estimaríamos muito ter a valiosa colaboração dos professores mais experientes no sentido de, gradativamente, procedermos a uma radical revisão dos conteúdos programáticos dos cursos de Acupuntura e Medicina Chinesa, no Brasil. A adoção de novos conhecimentos científicos válidos e o expurgo de conteúdos alienígenas à verdadeira tradição da Medicina Chinesa é de fundamental importância, porém, não se tratando de um expurgo que signifique uma mera poda, mas um expurgo do qual resulte uma programação racional, pragmática, útil, tendo como tônica conhecimentos e práticas verdadeiros e com real efeito multiplicador, que instruam o fundamental, o essencial, ao invés de entupir o aluno de entulhos quantitativos, absolutamente desnecessários, e de iludi-lo pela banalidade de conteúdos pseudo-acadêmicos.

Evidentemente, tal reformulação educacional não é tão fácil de ocorrer em curto prazo pelo fato da heterogeneidade, melhor dizendo, da diversidade de conteúdos e de ensinamentos repetidos no decorrer de anos a fio, sem uma devida autocrítica programática institucional, ter imposto uma ditadura da acomodação.

Os alunos e profissionais repetem teorias, decoram textos, copiam práticas, contudo, carecem de raciocínio clínico e de visão terapêutica integrada. Presos, muitas vezes, a protocolos e a verdadeiras “receitas de bolo” em suas prescrições e procedimentos, circunscrevem o seu espectro terapêutico-assistencial, deixando de atender integralmente ao seu paciente. Estabelece-se, destarte, uma improdutiva mentalidade de autolimitação, de desmotivação para a pesquisa, e de inércia pragmática. Tudo isso é agravado pela incompetência docente, fato notório é a existência de professores sem qualificação para o exercício do magistério nesse sensível campo do saber, na qual a carência de professores bem preparados é uma infeliz realidade.

Para alcançar êxito na formação profissional nessa área, é necessária, basicamente, a criação de uma política educacional consensual, que enfatize a melhor formação em Acupuntura e Medicina Chinesa, estabelecendo o que se vai ensinar e o que se deve, efetivamente, aprender, expurgando o que não funciona, o que pode prejudicar o paciente, o que é mistificação, e tudo aquilo que é, absolutamente, desnecessário. Desta forma, estaremos mais próximos da realidade acadêmico-profissional internacional, e de acordo com as Diretrizes e as Recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), visando à proteção do paciente e a segurança social.
Finalmente, ressaltamos a importância dos professores mais experientes colaborem entre si e das entidades educacionais cooperarem umas com as outras para que se possa reverter esta condição atual de mediocridade acadêmica e esse estado de acomodação infecundo do aprendizado e do ensino em Acupuntura e Medicina Chinesa, sobretudo no Brasil.


Dr. Sohaku R. C. Bastos é o fundador do Sistema Educacional ABACO/CBA/IPS/FSJT e Diretor para o Brasil da World Federation of Acupuncture-Moxibustion Societies (WFAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Exerce o magistério e atividade clínica em Acupuntura e MTC há 46 anos, no Brasil e no Exterior. Diretor da Associação Brasileira de Educação (ABE), exerceu o cargo de Conselheiro Estadual de Educação do Governo do Rio de Janeiro e, na qualidade de membro da Câmara Conjunta de Educação Superior e Profissional, foi o Relator da primeira legislação de educação profissional em Acupuntura e Terapias Naturais no Brasil - Deliberação CEE/RJ nº 270/2001
CLÁSSICOS CHINESES ESSENCIAIS


Aos amantes e estudiosos da Medicina Tradicional Chinesa uma obra essencial  a ser estudada.





quinta-feira, 29 de março de 2012

O ABACATE SEGUNDO A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

     Os médicos chineses não tratam a doença, TRATAM A SAÚDE.
   Talvez seja isso que todos deveriam começar a pensar: Fazer com que a prevenção funcione cada vez melhor para que o corpo não adoeça.
   Vejamos o quanto a Dietética chinesa nos ensina para conquistarmos essa saúde:

TEMA DE HOJE:

ABACATE



Possui sabor doce, levemente ácido, característica refrescante, propriedade neutra. Age no Pi (Baço/Pâncreas), no Wei (Estômago), no Gan (Fígado) e no Shen (Rins).

Funções Energéticas do Abacate

- Nutre o Qi;
- Estimulante do Gan (Fígado) e Shen (Rins);
- Harmoniza o tubo digestivo;
- Beneficia a pele.

O abacate contém grande quantidade de gordura vegetal, principalmente de ácido graxo monoinsaturado, cuja ação é a de eliminar as Lipoproteínas de Alta Densidade (LAD) que têm o efeito de manter e acumular o colesterol. Por isso, o abacate tem ação anticolesterol, promovendo a limpeza do sangue desta substância.
A polpa de abacate é uma fonte de proteína vegetal, constituindo alimento construtor que participa na formação das estruturas do corpo (músculos, ossos, sangue, órgãos, vísceras...). É uma fonte de reposição dos gastos da matéria (Yin) do corpo, ajudando também no crescimento e desenvolvimento corporal.
A ação energética que o abacate exerce sobre a energia do Gan (Fígado), do Shen (Rins) e do tubo digestivo ajuda a combater os transtornos digestivos, os reumatismos, artrite gotosa de origem Gan (Fígado) / Shen (Rins).

Carla Ferranti – Acupunturista e Shiatsuterapeuta

e-mail: carla.ferranti@hotmail.com
www.acupunturacarla.blogspot.com                                                        

terça-feira, 13 de março de 2012

A BANANA SEGUNDO A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA


      Os médicos chineses não tratam a doença, TRATAM A SAÚDE.
   Talvez seja isso que todos deveriam começar a pensar: Fazer com que a prevenção funcione cada vez melhor para que o corpo não adoeça.
   Vejamos o quanto a Dietética chinesa nos ensina para conquistarmos essa saúde:

TEMA DE HOJE

BANANA

A banana apresenta sabor doce, característica refrescante e propriedade neutra. Tem ação sobre o Pi (Baço/Pâncreas) e o Fei (Pulmão).

Funções Energéticas da Banana

- Purifica o Calor;
- Umedece os Intestinos;
- Neutraliza as Toxinas;
- Purifica o Pi (Baço/Pâncreas) e umedece o Fei (Pulmão).

Banana e o Sistema Circulatório

Pela presença de sais e minerais, principalmente pelo alto teor de potássio, a banana promove o bom funcionamento do coração, evitando alterações do ritmo cardíaco, assim como elimina o excesso de sódio que retém a água e ocasiona uma das formas de hipertensão arterial.

Banana e o Sistema Digestivo

A banana exerce ação umectante na parede intestinal formando uma película que protege a mucosa, impedindo que os alimentos irritantes lesem a parede intestinal. Além disso, a presença de pectina facilita a excreção de resíduos indesejáveis, como o colesterol.
Pelo efeito de purificar o calor e pela presença de tanina, exerce ação sobre as gastralgias de origem Yang, incluindo-se a úlcera gástrica, promovendo o equilíbrio e a cicatrização das mesmas.

SUGESTÃO DE RECEITA PARA INSERIR A BANANA NA SUA ALIMENTAÇÃO

Ingredientes:

2 bananas nanicas
Sumo de uma laranja
Canela em pó à gosto

Modo de preparo
Coloque as duas bananas em um refratário regadas com o sumo de uma laranja e deixe assar por aproximadamente 10 minutos em fogo brando. Retire do forno, salpique canela a gosto e sirva.

Carla Ferranti – Acupunturista e Shiatsuterapeuta

e-mail: carla.ferranti@hotmail.com
www.acupunturacarla.blogspot.com                                                        


sexta-feira, 9 de março de 2012

A ÁGUA DE COCO SEGUNDO A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA


     Os médicos chineses não tratam a doença, TRATAM A SAÚDE.
   Talvez seja isso que todos deveriam começar a pensar: Fazer com que a prevenção funcione cada vez melhor para que o corpo não adoeça.
   Vejamos o quanto a Dietética chinesa nos ensina para conquistarmos essa saúde:

TEMA DE HOJE:

ÁGUA DE COCO



A água-de-coco além da água, contém hidratos de carbono, algumas proteínas e gorduras, sais minerais, fermentos e substância fosforada.

Funções Energéticas da Água de Coco

- Tônico das energias Yang e Yin;
- Refresca os processos mornos e quentes;
- Diurética.
A água de coco e um líquido de importância energética, pois corresponde ao valor energético da saliva. Esta água é o resultado do encontro da energia terrestre que sobe e da energia celeste que desce.
Desta união resulta uma água organizada, com conteúdo Yang e Yin em equilíbrio, por isso é que consegue permanecer dentro do fruto na situação aérea, sendo que essas duas formas de energia estão dissolutas na água dos cocos, sendo, portanto, facilmente absorvidas pelo organismo, repondo-o tanto de Yang (Energia) quanto de Yin (Matéria).
Por isso é eficaz para repor rapidamente as energias (Yang e Yin) gastas ou perdidas após esforço físico, mental e nas doenças agudas, como a desidratação e a hemorragia. A energia da água de coco, ao chegar ao Shen (Rins), recompõe-nos e nos fortalece.




Carla Ferranti – Acupunturista e Shiatsuterapeuta
e-mail: carla.ferranti@hotmail.com
www.acupunturacarla.blogspot.com